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Por que a velocidade de crescimento do seu filho pode triplicar o risco de lesões articulares e como a fisioterapia especializada pode prevenir o afastamento do esporte.




O Mito da "Dor de Crescimento"


Muitas vezes ouvimos que a dor no joelho ou no calcanhar de uma criança é apenas "dor de crescimento". No entanto, na fisioterapia esportiva de alto rendimento, sabemos que dor nunca deve ser considerada normal. Quando um jovem atleta sente desconforto, isso é um sinal de alerta que precisa de investigação técnica.


A Ciência por trás do Crescimento: Pré, Circa e Pós-PHV


Durante a adolescência, o corpo passa por fases cruciais de maturação biológica conhecidas como PHV (Pico de Velocidade de Crescimento). O grande desafio é que ossos, músculos, tendões e ligamentos não crescem na mesma velocidade, o que gera um desequilíbrio biomecânico momentâneo.


Um estudo recente de Manuel Monasterio (Biology of Sport) revelou dados alarmantes sobre jovens atletas de futebol:


  • Atletas com crescimento mais lento após o pico de maturação apresentam 2,4 vezes mais lesões articulares e ligamentares.

  • A carga dessas lesões pode ser até 2,6 vezes maior dependendo da fase em que o jovem se encontra.


O Risco Muda com a Velocidade do Crescimento


A avaliação do ritmo de crescimento anual é o que define o tipo de risco que o atleta corre:


Velocidade de Crescimento

Fase Maturacional

Maior Risco de Lesão

> 7,2 cm/ano

Circa-PHV (Pico)

Lesões da placa de crescimento

3,5 a 7,2 cm/ano

Pós-PHV

Lesões musculares

< 3,5 cm/ano

Pós-PHV tardio

Lesões ligamentares


Como a ReabFisio Atua na Prevenção


Não basta olhar a idade cronológica; é preciso avaliar a idade biológica. Na REABFISIO, recebemos diariamente jovens com dores no joelho (como Osgood-Schlatter), tornozelo (Sever) e quadril.


Nosso trabalho consiste em:

  1. Avaliação Biomecânica: Identificar em qual fase de maturação o atleta está.

  2. Controle de Carga: Ajustar a intensidade dos treinos para não sobrecarregar tecidos vulneráveis.

  3. Exercícios Terapêuticos: Fortalecimento específico para acompanhar o crescimento ósseo.


Conclusão: Se o seu filho é um jovem atleta e apresenta dores recorrentes, não ignore. O cuidado especializado hoje garante uma carreira longeva e saudável amanhã.



A fibromialgia é uma das condições de dor crônica mais incompreendidas na medicina. Muitas pessoas convivem por anos com dores espalhadas pelo corpo, fadiga intensa, sono não reparador e dificuldade de concentração — frequentemente sem encontrar respostas claras para o que estão sentindo.


Durante muito tempo, o tratamento da fibromialgia foi baseado principalmente em medicamentos. No entanto, nas últimas décadas, a ciência mudou de forma significativa a maneira de entender e tratar essa condição.


Hoje, diversas instituições internacionais publicam guidelines clínicos baseados em evidências, que orientam profissionais de saúde no mundo inteiro sobre as melhores estratégias de tratamento.


Entre as principais instituições que publicaram recomendações estão:

• European League Against Rheumatism (EULAR)• National Institute for Health and Care Excellence (NICE)• Canadian Pain Society• American College of Rheumatology

Esses documentos analisam dezenas de estudos científicos para responder uma pergunta essencial:


Qual é o tratamento mais eficaz para a fibromialgia?


A resposta pode surpreender muitas pessoas.


O que a ciência descobriu sobre a fibromialgia


Hoje sabemos que a fibromialgia não é apenas um problema muscular ou inflamatório.


A condição está relacionada principalmente a alterações no processamento da dor no sistema nervoso, fenômeno conhecido como sensibilização central.


Isso significa que o cérebro e o sistema nervoso passam a amplificar sinais de dor, fazendo com que estímulos que normalmente não seriam dolorosos se tornem desconfortáveis ou intensos.


Por isso, o tratamento moderno não se baseia apenas em medicamentos. Ele envolve uma abordagem multidimensional, que busca atuar em diferentes fatores relacionados à dor.


O que os principais guidelines recomendam


Apesar de terem sido publicados em diferentes países, os principais guidelines internacionais chegam a conclusões muito semelhantes.


1️⃣ Exercício físico é o tratamento com maior evidência científica

O guideline da European League Against Rheumatism (EULAR) afirma que o exercício é a única intervenção com recomendação forte para fibromialgia.


Programas de movimento progressivo podem ajudar a:


✔ reduzir a dor

✔ melhorar a qualidade do sono

✔ aumentar a capacidade funcional

✔ reduzir a fadiga

✔ melhorar a qualidade de vida


Os exercícios podem incluir:

• atividades aeróbicas

• fortalecimento muscular

• exercícios aquáticos

• programas terapêuticos progressivos


Mais importante do que o tipo de exercício é que ele seja adaptado e progressivo, respeitando a realidade de cada pessoa.


2️⃣ Educação sobre dor faz parte do tratamento


Os guidelines também destacam a importância da educação em dor.


Entender como a dor funciona no corpo ajuda o paciente a:

• reduzir o medo de se movimentar

• diminuir a catastrofização da dor

• recuperar a autonomia no dia a dia


Quando o paciente compreende o que está acontecendo com o corpo, o tratamento se torna mais eficaz.


3️⃣ Abordagem multidisciplinar


A fibromialgia geralmente exige um tratamento integrado que pode envolver:

• fisioterapia

• estratégias psicológicas

• melhora da qualidade do sono

• mudanças no estilo de vida

• atividade física regular


Medicamentos podem ser utilizados em alguns casos, mas não são considerados a base do tratamento nos principais guidelines internacionais.


Um erro comum no tratamento da fibromialgia


Muitas pessoas acabam entrando em um ciclo difícil de quebrar:

dor → medo de se movimentar → menos atividade → piora da dor

Esse processo pode levar à perda de condicionamento físico e aumento da sensibilidade à dor.


Por isso, um dos objetivos da reabilitação moderna é reintroduzir o movimento de forma gradual e segura, respeitando o ritmo de cada pessoa.


Como a fisioterapia pode ajudar


Programas de fisioterapia baseados em evidências buscam:

✔ restaurar a confiança no movimento

✔ melhorar a capacidade física

✔ modular o sistema de dor

✔ aumentar a autonomia do paciente


Na prática, isso envolve uma combinação de:

• educação em dor

• exercícios progressivos

• estratégias de adaptação funcional

• acompanhamento individualizado


Uma mensagem importante


A fibromialgia é uma condição real e complexa — mas existem estratégias eficazes para melhorar a qualidade de vida.


Os avanços científicos das últimas décadas mostram que movimento, educação e abordagem multidimensional são pilares fundamentais para o manejo da dor crônica.


Com orientação adequada, cada pessoa pode encontrar um caminho possível para recuperar a funcionalidade e viver com mais qualidade.

Quando falamos em dor no tendão, a recomendação é quase automática: “coloca gelo”. Mas o que a ciência de 2025 nos diz? O gelo realmente recupera o tendão ou apenas silencia a dor?



Uma revisão sistemática recente, publicada no Journal of Bodywork and Movement Therapies (2025), trouxe respostas claras.


O papel do gelo: O aliado da fase aguda


O gelo é um excelente "analgésico natural". Segundo o estudo, ele é vital em fases de dor intensa e alta irritabilidade, agindo na:

  • Redução da condução nervosa: Menos dor imediata.

  • Controle inflamatório inicial: Diminuição do calor e desconforto.

  • Alívio da sensibilidade: Melhora a adesão ao tratamento inicial.


Onde o gelo para: A barreira estrutural

A revisão científica é enfática: o gelo não promove mudanças estruturais no tendão. Ele não regenera fibras, não reorganiza o colágeno e não aumenta a capacidade de suportar carga. Ele acalma o sintoma, mas não resolve a causa mecânica.


A virada de chave: Laser de Alta Potência da REABFISIO


Enquanto o gelo foca na analgesia, o nosso Laser de Alta Potência (HPLT) foca na biomodulação celular. Ele atua onde o gelo não alcança:


  • Síntese de Colágeno Tipo I: Essencial para a resistência do tendão.

  • Ativação de Fibroblastos: Estimula as células responsáveis pela reconstrução tecidual.

  • Microcirculação: Melhora o aporte sanguíneo em áreas degeneradas.

  • Reparação Acelerada: Reduz mediadores inflamatórios crônicos que impedem a cura.


Nossa Abordagem na REABFISIO


Não escolhemos um lado; usamos a ciência a seu favor. Nosso protocolo integra:


  1. Gelo: Para controle da dor aguda.

  2. Laser de Alta Potência: Para reparação estrutural verdadeira.

  3. Carga Progressiva: Exercícios específicos que fortalecem o novo colágeno.


Conclusão: O gelo ajuda você a sentir menos dor hoje. O laser ajuda seu tendão a funcionar melhor daqui para frente.

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