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Dor de Crescimento em Jovens Atletas Existe? Entenda o Risco de Lesões na Fase de Maturação

  • 23 de mar.
  • 2 min de leitura

Por que a velocidade de crescimento do seu filho pode triplicar o risco de lesões articulares e como a fisioterapia especializada pode prevenir o afastamento do esporte.




O Mito da "Dor de Crescimento"


Muitas vezes ouvimos que a dor no joelho ou no calcanhar de uma criança é apenas "dor de crescimento". No entanto, na fisioterapia esportiva de alto rendimento, sabemos que dor nunca deve ser considerada normal. Quando um jovem atleta sente desconforto, isso é um sinal de alerta que precisa de investigação técnica.


A Ciência por trás do Crescimento: Pré, Circa e Pós-PHV


Durante a adolescência, o corpo passa por fases cruciais de maturação biológica conhecidas como PHV (Pico de Velocidade de Crescimento). O grande desafio é que ossos, músculos, tendões e ligamentos não crescem na mesma velocidade, o que gera um desequilíbrio biomecânico momentâneo.


Um estudo recente de Manuel Monasterio (Biology of Sport) revelou dados alarmantes sobre jovens atletas de futebol:


  • Atletas com crescimento mais lento após o pico de maturação apresentam 2,4 vezes mais lesões articulares e ligamentares.

  • A carga dessas lesões pode ser até 2,6 vezes maior dependendo da fase em que o jovem se encontra.


O Risco Muda com a Velocidade do Crescimento


A avaliação do ritmo de crescimento anual é o que define o tipo de risco que o atleta corre:


Velocidade de Crescimento

Fase Maturacional

Maior Risco de Lesão

> 7,2 cm/ano

Circa-PHV (Pico)

Lesões da placa de crescimento

3,5 a 7,2 cm/ano

Pós-PHV

Lesões musculares

< 3,5 cm/ano

Pós-PHV tardio

Lesões ligamentares


Como a ReabFisio Atua na Prevenção


Não basta olhar a idade cronológica; é preciso avaliar a idade biológica. Na REABFISIO, recebemos diariamente jovens com dores no joelho (como Osgood-Schlatter), tornozelo (Sever) e quadril.


Nosso trabalho consiste em:

  1. Avaliação Biomecânica: Identificar em qual fase de maturação o atleta está.

  2. Controle de Carga: Ajustar a intensidade dos treinos para não sobrecarregar tecidos vulneráveis.

  3. Exercícios Terapêuticos: Fortalecimento específico para acompanhar o crescimento ósseo.


Conclusão: Se o seu filho é um jovem atleta e apresenta dores recorrentes, não ignore. O cuidado especializado hoje garante uma carreira longeva e saudável amanhã.

 
 
 

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